Greve nacional da educação acontece hoje em todo o país

Em resposta aos anúncios de cortes e bloqueios na educação pública e aos ataques às cotas raciais nas universidades anunciados pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, movimentos e instituições de educação realizaram nesta quarta-feira (15/05) em todo o Brasil paralisação em defesa da educação pública.

Além dos bloqueios de verbas, manifestantes protestaram também contra as declarações  do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que associou o corte à “balbúrdia” das universidades federais. 

Em inúmeras cidades do país, estudantes, educadores e sindicalistas se mobilizaram contra o bloqueio de 30% das verbas das universidades públicas e institutos federais. 

A paralisação, que também  repudiou a proposta da reforma da Previdência, foi convocada pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). 

De acordo com informações divulgadas pela CNTE, os atos reuniram mais de um milhão de pessoas em todo o país. 

"As medidas do governo Bolsonaro são um ataque aos municípios, aos estados, à população. Sem investimento na educação não há desenvolvimento. Ao chamar o educador de um 'idiota útil', o Presidente mostra o quanto ele desrespeita a profissão que é responsável por formar os demais profissionais e não tem noção do papel desta categoria na formação dos brasileiros", afirmou o presidente da CNTE, Heleno Araújo. 

As manifestações aconteceram nas 27 capitais brasileiras e em inúmeras cidades do país. Trabalhadores de diversas categorias somam-se à organização do Dia Nacional de Luta. 

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis (Fenepospetro) está ao lado dos professores e estudantes neste dia de mobilização em defesa da educação pública e de qualidade. Nenhum direito a menos. 

 

 

 

 

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