Editorial 20 de outubro de 2017

Companheiros, a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (ANAMATRA) divulgou uma espécie de cartilha que norteará as interpretações sobre a reforma trabalhista que entra em vigor no dia 11 de novembro. O trabalho é fruto da discussão de juízes, fiscais e procuradores do trabalho que produziram 125 enunciados contestando a lei criada atabalhoadamente por deputados e senadores, ilustres e digníssimos traidores da causa operária. O documento é endossado ainda pela Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho e pelo Ministério Público do Trabalho. Como se vê esta lei draconiana, criada e patrocinada pelos dos donos do capital, com o firme propósito de erradicar direitos históricos dos trabalhadores e destruir a representação sindical, já nasce sob o estigma do autoritarismo, da discórdia, da trapaça e o que é mais grave, nasce impregnada de vícios que agridem frontalmente à lei maior do país, a Constituição brasileira. Portanto, companheiros, não podemos baixar a guarda. Temos que ser persistentes e combativos contra esta lei criminosa que precisa e será contestada pelos trabalhadores em todas as esferas do poder Judiciário. Ainda mais em se sabendo que temos importantes aliados no Judiciário Trabalhista, que não aceitam uma lei feita nas coxas, como se dizia no Brasil colonial, que agride à Constituição e guilhotina direitos dos trabalhadores, conquistados há mais de um século. Por isso, companheiros, vamos renovar as nossas forças e seguir determinados na luta em defesa dos direitos e conquistas da classe operária, porque a batalha é dura, mas a vitória será nossa. Pensem nisso e tenham um bom dia.

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro 

 

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