Editorial 19 de outubro de 2017

Companheiros, o governo arrumou encrenca prá mais de metro com a portaria editada pelo Ministério do Trabalho que entre inúmeras aberrações restringe à fiscalização ao trabalho escravo e proíbe a divulgação da chamada lista suja dos empresários que praticam este crime torpe que atenta contra o ser humano. A decisão do governo brasileiro caiu feito uma bomba na comunidade internacional, especialmente entre as instituições que lutam contra o trabalho escravo e pelos direitos humanos, como a Organização Internacional do Trabalho, a OIT, que já ameaçam, inclusive, criar um movimento de boicote a compra de produtos exportados pelo Brasil. Como se vê, esta medida feita sob medida pelo governo para agradar e cooptar os deputados da retrógrada bancada ruralista foi um tremendo tiro no pé e que se não for revogada, o quanto antes, trará sérios prejuízos para as exportações brasileiras e, por extensão, refletindo na imagem do Brasil perante o mundo e na própria geração de empregos na nossa economia prá lá deficiente e capenga. O vexame foi tão grande, que até a recém empossada Procuradora Geral da República, Raquel Dogde, se manifestou contrária a decisão do governo e pediu a revogação da portaria, que atenta contra os direitos e a dignidade humana. Companheiros, não podemos admitir que atitudes criminosas como esta continuem sendo produzidas a todo instante contra os trabalhadores por um governo autoritário, insensível e rancoroso que não dialoga com a sociedade cuja paciência está por um fio. Portanto, senhores, muito cuidado porque como diz o velho ditado, não se cutuca a onça com vara curta. Pensem nisso e tenham um bom dia.

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro 

 

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