Editorial 18 de outubro de 2017

Companheiros, uma pesquisa divulgada pelo IBGE revela que os sindicatos perderam um milhão de associados nos últimos 04 anos. A maioria, certamente, fruto da maior e mais grave recessão já enfrentada pelo país, que desempregou mais de 14 milhões de trabalhadores que aguardam, ansiosamente, a tão propalada retomada do crescimento, que até agora, efetivamente, não decolou. No entanto, achamos que esta redução no número de associados é também um indicativo, inquestionável, de que as direções dos sindicatos precisam rever suas atuações, independentemente, da entrada em vigor, no mês que vem, da famigerada reforma trabalhista. É preciso que os sindicatos revejam os seus conceitos e sejam e estejam mais presentes junto às suas bases, não no sentido de pura e simplesmente buscar novos associados, mas, sobretudo, para divulgar as ações dos seus sindicatos, e o que é mais importante, saber ouvir o que o trabalhador na base pensa e reivindica. Nós da Fenepospetro estimulamos, sistematicamente, que as direções dos sindicatos reforcem o trabalho de base, porque acreditamos que só com esclarecimento e conscientização o trabalhador entenderá a importância da sua sindicalização na luta em defesa dos seus direitos. E isso só será conquistado com um trabalho diário e exaustivo, com os dirigentes mostrando a cara e dizendo que estão ali ombro a ombro junto aos trabalhadores na luta em defesa dos seus direitos. Até porque juntos somos fortes para enfrentar e resistir as investidas do capital contra o trabalho. Mas, sozinhos estamos fadados a derrota, porque uma andorinha só não faz nem outra. Pensem nisso e tenham um bom dia.

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro

 

 

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