Editorial 17 de outubro de 2017

Companheiros, definitivamente, este governo assumiu o descaminho do atraso ao acabar com direitos trabalhistas, e agora jogar os trabalhadores rurais de volta à senzala com a edição de uma portaria do Ministério do Trabalho que dificulta o combate ao trabalho escravo e impede a divulgação dos empresários fazendeiros envolvidos neste tipo de crime e incluídos na chamada lista suja. Uma decisão vergonhosa tomada para agradar os deputados reacionários da chamada bancada ruralista, que há mais de 15 anos lutam para acabar com a lista suja e agora são premiados, justamente, às vésperas da votação da segunda denúncia contra o presidente Temer. Uma afronta aos trabalhadores rurais, as centrais sindicais e por extensão, a todas as instituições do mundo inteiro que lutam contra o trabalho escravo e a exploração do ser humano. Uma indecência que este governo endossa, e o que é pior e mais grave, devolve o chicote para os senhores de engenho do século XXl açoitarem seus empregados, subjugados nos seus direitos, e sob a vista grossa da lei, do Ministério do Trabalho e em última instância, com o amparo de um governo com prazo de validade vencido, que com mais este escândalo, entrará de forma melancólica para a história como um dos piores governos da República escravagista do Brasil. Uma vergonha e uma afronta à sociedade e aos trabalhadores brasileiros que, certamente, darão uma resposta à altura e dura a este governo que não dialoga e muito menos respeita os trabalhadores do campo e da cidade. Pensem nisso e tenham um bom dia.

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro 

porn Porn