Editorial 11 de outubro de 2017

Companheiros, a um mês de entrar em vigor, a lei da reforma trabalhista segue tirando o sossego dos trabalhadores e atormentando os juízes do trabalho e até os técnicos do governo.  E isso, em função das aberrações contidas na lei, que segundo os próprios juízes do trabalho, muitos artigos não pegarão porque são flagrante e grosseiramente inconstitucionais. E tudo porque o governo impôs uma reforma de maneira atabalhoada, sem discussão com os trabalhadores e a sociedade e, o que é ainda mais grave, sem um estudo aprofundado dos seus impactos na legislação trabalhista brasileira. O resultado aí está, os técnicos do governo correndo contra o tempo para alinhavar uma medida provisória que pelo menos, atenue o festival de agressões das proposições dos parlamentares traíras contra os trabalhadores. De uma coisa companheiros tenham a certeza, esta lei já nasceu condenada a ser execrada pelos trabalhadores e, indiscutivelmente, será fuzilada de todas as maneiras possíveis por todas as centrais sindicais, que se não conseguiram no primeiro momento sensibilizar o governo dessa insensatez, o fará agora utilizando o Poder Judiciário e a Constituição brasileira para barrar esta lei arbitrária e covarde que guilhotina direitos históricos dos trabalhadores. Não aceitaremos e não permitiremos que joguem na lata do lixo a história de lutas e conquistas da classe operária. Portanto, companheiros, temos que lutar e reagir, porque quem luta, conquista. Pensem nisso e tenham um bom dia.

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro

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