Editorial 9 de outubro de 2017

Companheiros, um estudo divulgado pelo DIEESE revelou que no ano de 2011, 87% das categorias conseguiram aumento salarial acima da inflação. Já em 2016 este número caiu drasticamente para apenas 16%, o que mostra, claramente, os desafios que a classe trabalhadora terá que enfrentar a partir do próximo mês quando entra em vigor a famigerada lei da reforma trabalhista. Uma lei que guilhotinará uma séria de direitos conquistados pelos trabalhadores. E para enfrentar este novo tempo e estes novos desafios, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio promoveu na semana passada, em Brasília, um seminário para preparar e esclarecer as lideranças sindicais e seus departamentos jurídicos de como se posicionar para enfrentar essa verdadeira queda-de-braço. Uma luta desigual entre capital e trabalho que exigirá dos trabalhadores e dos sindicatos uma sólida união e perfeita sintonia para enfrentar esse movimento mundial dos capitalistas contra a classe operária.  Um movimento orquestrado que já erradicou direitos dos trabalhadores em mais de 120 países. Por isso, companheiros os trabalhadores brasileiros terão que esticar a veia do pescoço para manter  seus direitos, porque a força do capital virá com tudo para tentar erradicar direitos históricos conquistas ao longo de mais de cem anos de luta. Mais do que nunca precisamos estar unidos nesta luta de vida ou morte não apenas do sindicalismo brasileiro, mas, sobretudo, uma luta decisiva para toda a classe operária brasileira, que não pode e não vai ficar de joelhos diante desse sistema capitalista selvagem, que para aumentar seus lucros, quer impor aos trabalhadores brasileiros um regime de miséria e exploração. O que não aceitaremos, jamais! Pensem nisso e tenham um bom dia.

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro

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