Editorial 5 de outubro de 2017

Companheiros, chegou a hora do trabalhador e do povo brasileiro decidirem qual o seu papel na história do país. Com esta afirmação contundente o juiz do trabalho Jorge Souto Maior conclamou as pessoas sérias do país a resistir e rejeitar a violência instituída pela Lei 13.467, a famigerada reforma trabalhista. A afirmação do juiz foi feita, ontem em Brasília, durante a sua participação no seminário sobre os efeitos da reforma trabalhista na vida do trabalhador, organizado pela CNTC. O juiz foi enfático em condenar esta lei que foi rechaçada por todos os participantes do seminário. Ministros, juízes, procuradores, advogados e sindicalistas foram unânimes em condenar a lei 13.467. Para o presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho Ângelo Fabiano Farias da Costa a lei da reforma trabalhista é uma fraude contra o trabalhador. Uma propaganda enganosa do governo que não vai gerar um único emprego sequer, muito pelo contrário, esta lei irá ceifar os direitos e os empregos dos trabalhadores. E para o juiz Jorge Souto Maior os trabalhadores ficarão horrorizados quando tomarem ciência do que foi tramado na calada da noite por parlamentares no Congresso Nacional. Uma verdadeira sentença de morte contra os trabalhadores e as instituições sindicais. Por isso, companheiros, mais do que nunca, os trabalhadores precisam estar unidos para combater e vencer àqueles que tentam destruir a classe operária. Com sábias palavras o Juiz Jorge Souto Maior sentenciou que neste momento de ruptura democrática, os trabalhadores e o povo precisam decidir de que lado querem ficar. E eu complemento, se ao lado daqueles que defendem leis retrógradas, a roubalheira e a injustiça indiscriminada, ou ao lado dos que lutam heroica e bravamente por uma nação próspera, inclusiva, com oportunidades para todos, e, fundamentalmente, com respeito ao povo e às leis e com justiça social. Pensem nisso e tenham um bom dia.

 

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro

 

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