Editorial 4 de outubro de 2017

Companheiros, a reforma trabalhista que ceifou inúmeros direitos trabalhistas entrará em vigor daqui a 39 dias, exatamente no dia 13 de novembro. Para debater as consequências desta fatídica lei e traçar estratégias para os futuros embates entre capital e trabalho, sindicalistas de todo o país, filiados à Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio, CNTC, vão debater em Brasília, as consequências da Lei 13.467, a malfadada reforma trabalhista. Nesse encontro, nós sindicalistas debateremos os caminhos para encontrarmos as soluções para se enfrentar esta lei injusta e inconstitucional e garantir as nossas conquistas nas convenções coletivas de trabalho. E um dos temas de grande relevância para a classe trabalhadora será, justamente, o que orientará os advogados dos sindicatos a ingressarem com ações na Justiça do Trabalho invocando a inconstitucionalidade desta lei draconiana. Uma lei que foi maquinada por parlamentares traidores da causa operária, que nos impuseram esta lei covarde e retrógrada, que remete os trabalhadores aos tempos da escravidão, tamanha é a sua deslealdade. Portanto, este é o momento do trabalhador se aliar ao seu sindicato e cerrar fileiras conosco para impedir o retrocesso e para manter as nossas conquistas, que aliás, não vieram de mão de mão beijada, mas foram fruto de lutas históricas, como a primeira greve geral em 1917, que parou o Brasil e garantiu inúmeros direitos trabalhistas que agora estão sendo guilhotinados pelos donos do capital. Por isso, companheiros, pela honra ao passado de luta da classe operária, precisamos estar conscientes e unidos para enfrentar e vencer os desafios que estão sendo impostos por este capitalismo selvagem e sem pátria. Pensem nisso e tenham um bom dia.

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro 

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