Editorial 3 de outubro de 2017

Companheiros, uma reunião ocorrida na semana passada na Câmara de Comércio Brasil – Estados Unidos retratou, perfeitamente, o que é o capitalismo selvagem. Lobistas brasileiros passaram por uma tremenda saia justa durante a reunião, diante do espanto e da decepção dos empresários americanos que não gostaram nem um pouco do resultado da reforma trabalhista brasileira. Para esses empresários, na verdade verdadeiros sanguessugas, a erradicação dos direitos trabalhistas pelo governo Temer deixou muito a desejar. Segundo esses exploradores da mão de obra e representantes do capital internacional, é muito frustrante saber que não poderão demitir um funcionário e recontratá-lo, imediatamente, como terceirizado e com salário bem inferior, porque a nova lei determina um prazo de 18 meses para consumar a covardia e a estupidez. Uma afronta, segundo eles, aos princípios capitalistas. Vejam, companheiros, que tipo de investidor este governo no seu desespero está buscando. Na verdade, o que esses empresários pirangueiros querem é uma legislação totalmente frouxa e servil que lhes garantam lucros em cima de lucros, à custa da exploração e do sangue do trabalhador brasileiro e sem nenhum respeito pelo nosso país, numa clara afronta a nossa soberania. Se pretendem estabelecer uma relação de parceria e cooperação, tudo bem, mas daí a achar que isto aqui é a casa da mãe joana, aí esses empresários estão redondamente enganados. E é bom que não se precipitem a fechar negócios indecentes e inescrupulosos porque eles certamente serão cancelados num cenário muito próximo, em que não se aceitará este tipo de relação subserviente e aviltante  contra a classe trabalhadora brasileira. Pensem nisso e tenham um bom dia.

*Eusébio Pinto Neto – presidente das Fenepospetro 

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