Artigo:Da violência ao descaso

Companheiros, não bastasse estarem expostos a ação de agentes químicos cancerígenos, como o benzeno, os frentistas de todo o país também sofrem e não é de hoje, com a exposição a violência urbana, a cada dia mais ameaçadora e mortal.

Neste fim de semana, um frentista guerreiro foi covardemente assassinado por um cliente, quando trabalhava num posto de combustíveis na cidade de Cariacica, no Espirito Santo. O crime cometido contra o frentista José Rubens Dutra, de 49 anos, foi porque simplesmente a maquininha recusou o cartão de crédito do cliente, cuja senha era dada como inválida, o que gerou uma grande discussão no posto onde tentava comprar um galão de gasolina. Revoltado com a recusa, o cliente foi em casa pegou um revólver, voltou ao posto e friamente descarregou cinco tiros no trabalhador que morreu na hora. Depois de cometer o assassinato, o criminoso que foi reconhecido pela polícia e por câmeras de segurança, entrou tranquilamente no carro e foi se divertir na festa do próprio aniversário, onde foi preso. Vejam que absurdo. Quanta estupidez e covardia. Infelizmente, este não foi o primeiro caso e certamente não será o último, porque além do aumento descontrolado da violência, temos também a resistência dos patrões em investir em segurança nos postos de combustíveis. Sabemos que a segurança nos postos não irá resolver 100% dos casos. Mas, seguramente, a segurança inibiria casos como este e tantos outros que enlutaram a família frentista. Fica aqui, portanto, o nosso protesto contra a falta de segurança nos postos e também contra aqueles que pregam o uso de armas por qualquer cidadão. Aí está o resultado da ação de uma arma na mão de uma pessoa desequilibrada: a morte! Tenham a certeza que a posse de uma arma é o caminho mais curto para a insensatez e a tragédia.

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro

 

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