Editorial 28 de setembro de 2017

Companheiros, segundo uma pesquisa do DIEESE, a taxa de desemprego teve uma leve queda em São Paulo, impulsionada pela contratação de temporários para o fim do ano. No entanto, na região do ABC paulista, berço do setor industrial do país, o que se viu foi o encolhimento da oferta de vagas e, consequentemente, o aumento do desemprego. Um dado que só reforça a certeza de que a tão propalada retomada do desenvolvimento, trombeteada pelo ministro da Fazenda, agora picado pela mosca azul, só existe na propaganda oficial do governo e em algumas empresas de comunicação, que tentam vender a ideia de que com as reformas econômicas e o extermínio de direitos trabalhistas as coisas iriam melhorar. No entanto, na realidade nua e crua, as coisas não estão melhorando não. O que continuamos vendo é o aumento espantoso do trabalho informal que tomou conta das ruas de todo o país. Trabalhadores se virando nos 30 aos trancos e barrancos para sobreviver e levar o sustento para suas famílias. E as poucas vagas criadas com carteira assinada são, em sua maioria, para trabalhos com baixa especialização e escolaridade e, consequentemente, com baixíssimos salários, o que não colabora para o crescimento do consumo consistente capaz de estartar a retomada do crescimento. O que só reforça a tese de que enquanto o governo insistir com esta política econômica neoliberal  medíocre e mesquinha, nem com reza forte, o governo conseguirá tirar o pé do freio da recessão e reverter esta situação dramática, que provocou o caos e o desespero em milhões de lares brasileiros, cujos chefes de família encontram-se numa situação dramática que a propaganda não mostra, mas também não consegue esconder. Pensem nisso e tenham um bom dia.

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro

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