Editorial 27 de setembro de 2017

Companheiros, milhares de trabalhadoras que integram o Fórum de Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais botaram o bloco na rua e promoveram ontem em vários estados do Brasil protestos contra a reforma previdenciária. Diga-se de passagem, que esta reforma que está sendo tramada por parlamentares traíras irá prejudicar e muito as mulheres. Um dos pontos é o que estabelece a idade mínima de 62 anos para que as mulheres possam se aposentar. Uma covardia, porque além de não levar em conta a dupla jornada de trabalho enfrentada pela maioria das mulheres, esta proposta sequer levou em consideração a diversidade de realidade vivida pelas mulheres brasileiras. Não podemos tratar da mesma forma uma mulher urbana que trabalha em um escritório, com uma mulher que trabalha na área rural, em condições adversas muito severas. As duas realidades são gritantes e por isso precisam ser tratadas com distinção. O mesmo vale para os homens que trabalham no campo e na cidade. Por essa e outras aberrações entendemos que esta reforma previdenciária não pode ser votada agora, e muito menos do jeito que está sendo proposta. Principalmente, por entendermos que este governo não reúne as mínimas condições de tocar uma reforma que agride frontalmente os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. É preciso sim, que se intensifique as discussões para que cheguemos a um consenso que atenda aos interesses de todos os brasileiros. Antes de mexer nas regras, o sistema previdenciário precisa é de um choque de gestão, com administradores comprovadamente competentes, e, principalmente, com um governo forte agindo com firmeza e cobrando implacavelmente, dos empresários caloteiros, a dívida bilionária que eles têm com a previdência. O caminho é por aí. Pensem nisso e tenham um bom dia.

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro

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