Editorial 25 de setembro de 2017

Companheiros, um estudo divulgado pela ONG Oxfam Brasil revela que a renda entre brancos e negros no Brasil só será equiparada em 2089. E isso se for mantida a tendência de redução da desigualdade. Um dado estarrecedor que só reafirma a tragédia provocada pela concentração de renda no Brasil. Uma das piores e mais perversas do mundo, ficando à frente, inclusive, de vários países africanos. Segundo o estudo, um trabalhador que ganhe apenas um salário mínimo terá que trabalhar 19 anos seguidos para receber o que os mais ricos ganham em apenas um mês. Isso só nos mostra o quanto o país ainda tem que avançar para alcançar um nível minimamente aceitável de igualdade social e econômica. Apesar dos esforços em algumas áreas no sentido de reduzir a pobreza e as desigualdades, ainda continuamos ostentando índices dignos do Brasil colônia. Uma situação vergonhosa, onde apenas seis pessoas que estão no topo da pirâmide social detêm o mesmo que 50% da população mais pobre. Na área social a tragédia se repete e quase metade da população não possui rede de saneamento básico, e segundo dados do Banco Mundial, só este ano, o Brasil jogará mais três milhões de pessoas na linha da pobreza vítimas da pior recessão econômica já vivida. Ou seja, o Brasil de hoje é um desastre na área social, política e econômica. Por isso, companheiros, precisamos dar uma resposta séria nas urnas em 2018 e mostrar que tipo de país queremos para nós, nossos filhos e para as futuras gerações. Pensem nisso e tenham um bom dia.

Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro 

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