Editorial 22 de agosto de 2017

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Companheiros, O ministério do Trabalho anunciou ontem que foram criadas no mês de agosto, 35 mil e 500 vagas de trabalho com carteira assinada. O melhor número desde 2014, mas prá lá de insuficiente para debulhar a fila de mais de 13 milhões de desempregados oficiais, que rogam por uma vaga de trabalho. O resultado foi tão inexpressivo, que até o ministro do Trabalho preferiu ficar na moita e deixar o anúncio oficial para o coordenador-geral de estatísticas do ministério, Mário Magalhães, que ao ser perguntado sobre as previsões para o fim do ano disse que diante deste quadro de incertezas não teria como afirmar que o Brasil estaria saindo da recessão e na maior sem cerimônia emendou: “ quem tiver uma vela pode acender, e quem souber rezar uma ave-Maria, pode rezar”. Como se vê, nem os membros diretos deste governo acreditam que esta política econômica seja capaz de startar a mola do crescimento. Ninguém quer arriscar mais nada, e muito menos, botar a cara a tapa. A realidade é que este governo está engessado pelo cipoal de denúncias de corrupção que pipocam por todo lado. Aliás, parece que agora o lema do governo é pedir prá todo mundo rezar, à espera de que um milagre aconteça neste mar de desconfiança, falta de credibilidade e apoio popular. Um autêntico e deprimente fim de festa. E como dizia o Barão de Itararé, de onde menos se espera, daí mesmo é que não sai nada. Bom dia. 

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro