Editorial 18 de setembro de 2017

Companheiros, enquanto em Brasília o tempo continua carregado e com ameaças de chuvas e trovoadas, no cenário social do país, as coisas também vão de mal a pior. Em recente estudo do economista Marcelo Neri da Fundação Getúlio Vargas, ele revela que a crise econômica instalada no país e que se agravou a partir de 2014, produziu cerca de seis milhões de novos pobres. É isso mesmo o que vocês leram: seis milhões de novos pobres que se juntaram ao exército de deserdados pelo desemprego, vítimas da pior recessão econômica já vivida no país. Um dado desalentador que só faz aumentar o quadro de miséria e injustiça social e que reafirma o Brasil como um país com um dos piores níveis de concentração de renda do mundo, agravado pelo clima de cleptocracia reinante. Uma verdadeira tragédia. De um lado temos uma elite no topo da pirâmide com padrão de vida super luxuoso e no outro extremo, a esmagadora maioria da população à beira do caos e da indigência social. Como se vê continuamos andando para trás e jogando por terra anos de trabalho árduo em busca da redução dos níveis de desigualdade econômica e social. Por isso temos conclamado os setores responsáveis da sociedade e comprometidos com o desenvolvimento do nosso país para buscarmos saídas que estanquem esse flagelo social que só faz aumentar a miséria e fome em nosso país. E todos sabemos que a fome e a miséria sempre foram más conselheiras. Portanto, precisamos reverter essa situação, urgentemente, porque 2018 ainda está muito longe e, também, porque quem tem fome, tem pressa. Pensem nisso e tenham um bom dia. 

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro

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