Editorial 11 de setembro de 2017

Companheiros, com a aproximação da entrada em vigor da Lei da reforma trabalhista e da terceirização, em novembro, as centrais sindicais e seus sindicatos filiados se preparam para uma grande queda de braço que se estabelecerá na desigual disputa entre capital e trabalho. Uma disputa que remontará aos tempos das primeiras greves no Brasil, há mais de cem anos, tamanha a voracidade dos patrões, que insensíveis e mesquinhos como sempre, já sinalizaram que jogarão pesado para acabar com uma série de direitos dos trabalhadores. No saco de maldades dos empresários temos a extensão da jornada de trabalho para 12 horas diárias, horário de almoço reduzido para meia hora, o trabalho de gestantes em ambientes insalubres e a prevalência do negociado sobre o legislado, entre tantas barbaridades aprovadas pelos deputados e senadores no Congresso Nacional. Mas para que esta desgraça se consume, efetivamente, eles precisam alterar as convenções coletivas e os acordos com os sindicatos e é aí que a porca vai torcer o rabo, porque os sindicatos realmente combativos junto às suas centrais sindicais defenderão com unhas e dentes os direitos da classe operária, conquistados com muita garra em lutas históricas. E agora não será diferente. Como se vê o que virá por aí impõe que os trabalhadores estejam unidos e determinados na luta em defesa dos nossos direitos e por um trabalho digno, humano e decente. Pensem nisso e tenham um bom dia.

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro

 

porn Porn