Editorial 31 de agosto de 2017

Companheiros, enquanto o presidente impopular vai à China tentar rifar as empresas do patrimônio do povo brasileiro, aqui em terra firme uma oferta de 200 empregos, iniciativa da comunidade católica Gerando Vidas, provocou uma confusão infernal, com direito a empurra-empurra e discussões numa fila gigantesca. O palco do teatro do absurdo foi em frente a um shopping na zona norte do Rio de Janeiro, localizado numa avenida chamada Brasil. Uma multidão passou a madrugada numa fila indecente e desumana, se submetendo ao frio e à violência da região, tida como uma das mais violentas do Rio de Janeiro, na tentativa desesperada de conseguir a tão sonhada vaga de trabalho. Mesmo em se louvando a iniciativa da comunidade católica Gerando Vidas que desenvolve um trabalho espetacular de reinserção social, esta fila nos mostra o desespero das pessoas e o quanto o Rio de Janeiro está atolado até o pescoço na crise. Enquanto o governo trombeteia que o aumento do desemprego estabilizou no país, no Rio de Janeiro ele aumentou, perdendo apenas para o estado de Pernambuco, onde a situação está à beira do caos, passando de 9,1% para 18,8% o percentual de desempregados no estado, segundo o DIEESE. Já em São Paulo foram criadas 26 mil vagas de trabalho para um universo de 2 milhões e 51 mil trabalhadores desempregados, que permanecem “acampados na avenida da amargura”, à espera da restituição do emprego roubado por esta elite medíocre e mesquinha, que insiste em manter e sustentar um modelo econômico que destrói, espolia e miserabiliza o povo, que por sua vez, é obrigado a se submeter a estes constrangimentos para tentar um trabalho com o mínimo de decência e dignidade. Uma situação inaceitável que tem o nosso repúdio e com certeza, o repúdio de toda a sociedade. Pense nisso e tenha um bom dia.

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro

 

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