Editorial 30 de agosto de 2017

Companheiros, o mês de agosto se despede e não vai deixar saudades para a economia brasileira que segue no fundo do poço, em consequência da maior e mais perversa recessão econômica já vivida no país. Em 15 milhões e 200 mil lares brasileiros ninguém trabalha vítima do desemprego. Ou seja, um em cada cinco lares, ninguém tem renda proveniente do trabalho.  Isto foi o que revelou uma pesquisa do Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade, IETS, com dados coletados junto ao IBGE. Segundo os pesquisadores Samuel Franco e Suiani Febroni que conduziram a pesquisa, o Nordeste é a região mais crítica do país com cinco milhões de lares sem ninguém empregado. São Paulo amarga o trágico índice de dois milhões e 900 mil lares onde ninguém tem trabalho. Um cenário de terra arrasada que se reflete por todo o país e nos mostra, inquestionavelmente, a importância dos programas sociais, que nessas horas, precisam estar prontos para socorrer a essa legião de brasileiros desesperados, vítimas do desemprego, do abandono e da maior concentração de renda do mundo. Por isso, companheiros, clamamos que todos os setores produtivos da sociedade, passando pelas centrais sindicais e com o auxílio das cabeças pensantes deste país, se mobilizem para cobrar deste governo impopular e arrogante, que se nega a dialogar com a sociedade, medidas urgentes que retomem o crescimento para pôr fim a esta agonia, porque o que está em jogo é a vida de milhões de brasileiros e o futuro do nosso país. Temos que agir rápido, até porque, como dizia o saudoso Betinho, quem tem fome, tem pressa. Pensem nisso e tenham um bom dia. 

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro

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