Editorial 29 de agosto de 2017

Companheiros, segundo uma pesquisa do conceituado DIEESE, em 2016 foram deflagradas 2086 greves em todo o país, tanto no setor público quanto no privado. No entanto, a esmagadora maioria das greves não foi para reivindicar aumentos de salários, mas sim, para protestar contra atrasos de salários e a retirada de direitos promovido por este governo impopular. Um governo, que virou às costas para os trabalhadores e usou e abusou dos seus parlamentares subservientes e capachos para promover no Congresso Nacional, a maior e mais covarde retirada de direitos contra a classe operária na história do Brasil. A CLT foi estupidamente rasgada por deputados entreguistas, que seguindo à risca as determinações palacianas e do capitalismo internacional, fizeram com que os direitos da classe trabalhadora regredissem ao século passado. Mas, felizmente, as vozes do bom direito já começam a ser ouvidas proclamando a inconstitucionalidade desse verdadeiro atentado contra a classe operária. Mas, consideramos que isto ainda é muito pouco diante da agressão estúpida e covarde que nós trabalhadores sofremos. É preciso muito mais do que indignação. Os trabalhadores precisam sair da inércia, desse estado de anestesia e de entorpecimento e lutar pelos seus direitos. Não podemos esperar pelas eleições de 2018 para dar o troco. Temos que mostrar, agora, o nosso repúdio contra àqueles que não tiveram a mínima consideração e muito menos, o reconhecimento histórico do valor e da importância da classe operária no desenvolvimento desse país, hoje inserido no rol das maiores economias do mundo, mas que vergonhosamente, trata os seus trabalhadores com rejeição e desprezo. Por isso, companheiros temos que lutar e reagir. Pensem nisso e tenham um bom dia.

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro

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