Editorial 25 de agosto de 2017

Companheiros, mal o governo anunciou a sua intenção em destruir a estrutura do Estado brasileiro, leiloando pelo menos 58 empresas, muitas delas extremamente lucrativas e estratégicas para o desenvolvimento do país, como o caso da Eletrobras, os oportunistas e especuladores de plantão já se assanharam e partiram eufóricos, como sempre, para tirar vantagens da situação. Após o anúncio do governo, as ações da eletrobras subiram vertiginosamente na bolsa de valores, num flagrante movimento especulativo. Mas, um dado importante e que nos chama a atenção, foi a posição da Agência Nacional de Energia Elétrica que enviou um documento ao governo alertando sobre o perigo da privatização atabalhoada da Eletrobras, que de imediato, implicaria num aumento de quase 17% nas tarifas de energia elétrica residenciais, que passariam a ser regidas pura e simplesmente, pelas regras de mercado. Uma covardia que, certamente, será estendida para as tarifas comerciais, provocando uma quebradeira ainda maior e mais grave no setor industrial, gerando mais desemprego e recessão. Ou seja, mais uma vez, a bomba explodirá no colo do povo, que segue arcando com todo o ônus pelo desastre dessa política econômica perversa e esquizofrênica, que desmonta e dilapida a estrutura do Estado e deixa o trabalhador a pão e água. Trabalhador que mendiga por ajuda dos programas sociais, que também estão sendo extintos por este governo insensível, que pune o pobre e afaga o rico.  Uma tragédia total que precisa não apenas do repúdio de toda a sociedade, mas, fundamentalmente, da reação de todos nós que precisamos ir para as ruas protestar e condenar essa sucessão de crimes que destroem o nosso país e o povo, condenando ao fracasso e à miséria as futuras gerações. Por isso, companheiros, temos que lutar e reagir, porque só quem luta conquista. Pensem nisso e tenham um bom dia.

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro 

 

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