Editorial 23 de agosto de 2017

Companheiros, a falta de acesso e garantia aos direitos básicos continuam aumentando as desigualdades no Brasil. Esta afirmação foi feita por estudiosos que participaram em São Paulo, de um debate promovido por membros do movimento Todos Pela Educação e pela Fundação Santilana. Na análise dos participantes, mesmo com a implementação de algumas políticas de inclusão social, o Brasil segue mergulhado nas trevas da desigualdade social. O que mostra, claramente, que mesmo com o esforço despendido nas últimas décadas, o povo brasileiro continua preso aos grilhões da miséria. Aliado a este quadro trágico, ainda temos o agravamento da crise econômica, que por sua vez, só reforça e aumenta as desigualdades entre ricos e pobres. É como estivéssemos com um carro num atoleiro. Por mais que aceleremos o motor, o carro não consegue sair do atoleiro sozinho. É preciso que uma força auxiliar nos ajude a superar este obstáculo. É só teremos sucesso neste desafio se o estado adotar políticas corajosas de enfrentamento da pobreza que nos levem a deixar prá trás a nossa crônica condição de injustiça e subdesenvolvimento. Por isso, não podemos aceitar viver e conviver passivamente com uma elite mesquinha e avarenta, que fecha seus olhos e finge não ouvir os gemidos de milhões de brasileiros miseráveis, como se eles fossem invisíveis, que suplicam por ajuda e pelo direito de se manterem vivos. Pensem nisso e tenham um bom dia.

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro

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