Editorial 18 de agosto de 2017

Companheiros, o IBGE acaba de divulgar que o Brasil tem hoje 26 milhões e 300 mil trabalhadores subutilizados, sem contar os quase 14 milhões que estão na avenida da amargura e do desemprego. Além de uma vergonha e um crime contra o trabalhador, este número terrível mostra, inquestionavelmente, a precarização do trabalho e a situação em que se encontra a economia brasileira que está arrasada e muito longe de esboçar uma consistente recuperação. Por mais que os mandrakes do governo tentem afirmar que a economia se recupera, o cenário de terra arrasada é jogado na nossa cara, diariamente, com cidadãos desempregados - os invisíveis para a elite conservadora e mesquinha - perambulando pelas ruas e em filas angustiantes atrás de um ganha pão. E, enquanto a elite se farta e furta, a outra face da moeda nos mostra o crescimento escancarado do trabalho informal, com a disseminação do bico, da camelotagem e do escambo. Um quadro de degradação que só reforça a precariedade da economia e do emprego digno para o trabalhador, que para levar comida para sua família, se vira nos trinta fazendo de tudo para sobreviver honestamente. Uma tragédia! Pense nisso e tenha um Bom Dia. 

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro

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