Editorial 16 de agosto de 2017

Companheiros, lamentavelmente, o Rio de janeiro é o estado que mais sofre com a crise econômica em comparação a outros estados do Brasil. De 2015 até hoje, o Rio de Janeiro perdeu mais de 450 mil postos de trabalho, ou seja, seis maracanãs lotados de desempregados e que ainda se tornaram reféns da violência urbana. Um quadro desolador. Para tentar encontrar uma saída para este cenário de calamidade que assola o país e o enfrentamento da recessão econômica, líderes das principais centrais sindicais se reuniram em São Paulo na segunda-feira,14. Além da discussão do agravamento da crise, os líderes das centrais discutiram a criação de uma agenda positiva que possibilite a saída da estagnação econômica, agravada, sobretudo, pela gravíssima crise política. Também foi discutido os efeitos negativos da retirada de direitos que a reforma trabalhista vai provocar na classe trabalhadora e no mercado de trabalho. Os próprios empresários já sentiram que o buraco é bem mais embaixo. Por isso, entendemos que neste momento de extrema gravidade para o país, só com a união dos trabalhadores e dos setores produtivos, é que poderemos criar um ambiente favorável para estabelecer políticas públicas emergenciais, com investimentos em infraestrutura e com o consequente fortalecimento da indústria nacional, que possibilitarão a geração de empregos. Não podemos ficar de braços cruzados enquanto a crise se agrava e o país afunda a cada dia. Precisamos com a união de trabalhadores e empresários buscar um caminho que nos leve até um porto seguro. Até porque entendemos que o isolamento só nos levará ainda mais rápido para o buraco. Não adianta apenas reclamar sobre o leite derramado, porque a vaca já está no brejo com bezerro e tudo. Precisamos ir à luta e forçar o governo a adotar políticas urgentes que tornem o país governável e se combata essa crise perversa que arruinou a vida de milhões de trabalhadores. Pense nisso e tenha um bom dia. 

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro

 

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