Editorial 15 de agosto de 2017

Companheiros, enquanto a equipe econômica do governo Temer faz malabarismos para maquiar a fantasmagórica meta fiscal, que no popular se trata pura e simplesmente de um dos maiores rombos fiscais da história do país, algo próximo a 160 bilhões de reais, o cidadão comum se pergunta: o que eu tenho com isso? Em que esse rombo vai afetar a minha vida? Aí é que mora o perigo, companheiro. Como as contas do governo não fecham, porque é como se ele ganhasse 3 mil e torrasse 9 mil, a diferença terá que ser bancada por alguém. O governo reluta em cortar os seus gastos exorbitantes e mesmo sem recursos, ainda produz mais e mais despesas, o que acaba tirando dinheiro de áreas estratégicas e prioritárias como a saúde, a educação, a habitação e etc. Os deputados, por sua vez, já se apressaram em dizer que não vão aumentar os impostos dos ricos e, muito menos, aumentarão o imposto de renda para a classe média já massacrada com uma enxurrada de impostos em cascata. Resultado: sobrou mais uma vez para o cidadão pobre, que é o lado mais fraco nesse cabo de guerra e é quem vai pagar e já está pagando, a conta por esse rombo monumental. Numa tentativa desesperada a equipe econômica aumentou estupidamente o preço dos combustíveis, o maior em mais de dez anos. No entanto, essa mordida sozinha não fecha a cratera do governo, que desesperado, vê a sua política econômica falida ser enterrada nesse mar de lama. Por isso, companheiros, a classe trabalhadora precisa estar atenta e pronta para rechaçar qualquer tipo de aumento de impostos ou confiscos. Até porque, se tem uma classe que já foi sacrificada demais nesse festival de insanidades dessa política econômica, essa foi a classe trabalhadora, que com certeza, se recusa a pagar a conta pela irresponsabilidade e falta de sensibilidade desse governo que já está com o prazo de validade vencido. Pensem nisso e tenham um bom dia. 

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro

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