Editorial 14 de agosto de 2017

Companheiros, mesmo com tímidos sinais de recuperação no nível de emprego em alguns setores da economia, a dura realidade das ruas em todo o país é alarmante. Uma pesquisa do DIEESE revela que a cada hora, 15 trabalhadores ficam desempregados na Grande São Paulo, o que dá 364 pessoas por dia. Um número assustador que mostra, claramente, que a agonia do trabalhador ainda está muito longe de ter um fim. Por onde passamos o cenário é sempre o mesmo: famílias inteiras sem trabalho e sobrevivendo com muita privação e sofrimento. O que acaba refletindo, imediatamente, na procura por programas sociais, que por sua vez, também enfrentam a tesoura alucinada do governo federal. Indiscutivelmente, estamos numa encruzilhada. Ou os condutores da política econômica do governo mudam o rumo desta política irresponsável, ou correremos o sério risco de vermos todo o esforço da década passada ir definitivamente para o brejo, com o país perdendo mercado e competitividade. E o que é mais grave, levando junto os trabalhadores. Por isso, entendemos que neste momento crucial para o país, os trabalhadores precisam mostrar a sua garra e reagir. Temos que ir para as ruas lutar e demonstrar a nossa total insatisfação com esta política econômica perversa e criminosa, que arruinou a vida de milhões de chefes de familia. Temos que exigir mudanças, urgentes, para que o país saia do buraco, a economia volte a crescer e os trabalhadores tenham seus empregos de volta e possam exercer seus ofícios com o mínimo de dignidade e esperança.  Pense nisso e tenha um bom dia.

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro

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