Editorial 10 de agosto de 2017

Companheiros, não bastasse a violência no Rio de Janeiro que arranhou o encanto da cidade e arrasou com a tranquilidade dos cariocas, ferindo mortalmente a economia do estado, surge agora uma nova constatação para degringolar ainda mais a situação. No mês de julho, o Rio de Janeiro perdeu quase dez mil empregos e segue na liderança isolada dos estados onde mais se reduz postos de trabalho. A indústria naval no estado está arrasada, o comércio foi pelo mesmo caminho, com placas de vendo, troco, alugo por toda parte. Uma tragédia. De cada 100 empregos perdidos no Brasil, 80 se concentram no Rio de janeiro, a segunda maior economia do país. Este dado desalentador, nos mostra o quanto ainda estamos longe de vermos o trem nos trilhos rumo a uma luz no fim do túnel da recessão e do desemprego. Se a situação econômica no Rio de Janeiro está caótica, imagine a dura realidade das pequenas e médias cidades dos estados menos desenvolvidos do Brasil. Inquestionavelmente, estamos no fundo do poço e o que é mais grave, o governo, atolado em encrencas até o pescoço, não tem forças para reagir, porque enquanto perdurar a crise política, fatalmente este governo não terá pulso suficiente forte para colocar em prática políticas públicas vigorosas e realistas que nos tirem deste imenso buraco. Enquanto não cessar a briga entre o rochedo contra o mar, quem continuará sofrendo será o marisco, no caso o povo brasileiro, submetido a todo tipo de privação em nome do desenvolvimento do país. Um desenvolvimento em que a elite desfruta do bom e do melhor e come o bolo todo, enquanto o povo, de pires na mão e implorando ajuda, é convocado para pagar a conta das maracutaias oficiais e aguentar calado todo tipo de açoite e humilhação. Pense nisso e tenha um bom dia. 

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro

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