Editorial 9 de agosto de 2017

Companheiros, enquanto o trabalhador brasileiro precisa se esfolar de trabalhar 153 dias do ano só para pagar impostos, a cúpula deste governo impopular estuda, maquiavelicamente, aumentar ainda mais os impostos e arrochar, perversamente, a vida do povo. Não satisfeitos com o aumento cavalar nos impostos incidentes nos combustíveis, a equipe do ministro da Fazenda arquiteta meter a mão em algum bolso incauto para tapar parte do rombo bilionário do governo, provocado pela incompetência e a roubalheira generalizada. Sem falar na farta distribuição de emendas parlamentares e refinanciamentos de dívidas, como as dos deputados da chamada bancada ruralista, que conseguiram renegociar suas dívidas bilionárias em condições de pai prá filho, dando em troca uma sobrevida ao ainda presidente. O espantoso nisso tudo, companheiros, é que enquanto o governo faz de tudo para arrancar mais e mais do já minguado salário do trabalhador, nada é dito ou feito para retirar uma pequena parte que seja da fortuna dos donos do capital. A chamada classe rica continua vivendo nababescamente numa verdadeira ilha da fantasia, viajando pelo mundo voando na primeira classe, degustando comidas finas e bebendo champanhe, enquanto no Brasil real, o trabalhador desempregado gasta sola de sapato em busca de um trabalho que lhe garanta, minimamente, a sua sobrevivência e de sua família. Este e o Brasil dos contrastes e da exposição vergonhosa e perversa da concentração de renda, onde uma minoria é dona de mais da metade da fortuna do país, enquanto a esmagadora maioria sobrevive em condições miseráveis e degradantes. E é este Brasil atrasado e injusto o combustível que nos move para combatermos com força e energia a injustiça e a discriminação contra o povo; porque acreditamos que enquanto houver injustiça e discriminação não teremos paz e muito menos justiça social. Pense nisso e tenha um bom dia. 

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro

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