Editorial 7 de agosto de 2017

Companheiros, enquanto a oposição ainda atordoada com os recentes embates contra o governo tenta se reorganizar, o governo impopular e injusto já se articula para retirar mais direitos do povo. Depois da reforma trabalhista e da rejeição da autorização para processar o presidente Temer, o alvo agora é a reforma da Previdência, que a julgar pela voracidade do ministro da Fazenda e demais membros de sustentação do governo, será realizada a toque de caixa. Os líderes conservadores já se articulam com o presidente da Câmara fazendo o terrorismo de sempre contra o atual sistema da Previdência, afirmando que se não houver a reforma, a Previdência quebra e o governo não terá como pagar as aposentadorias e pensões. Uma tremenda cascata que além de evidenciar a má intenção do governo, mostra, claramente, a maldade dos argumentos. Todos sabemos que se esta reforma passar do jeito como está sendo proposta, milhões de brasileiros serão obrigados a morrer trabalhando, tamanha a perversidade das leis que estão sendo maquinadas. Cabe, portanto, a classe trabalhadora e as suas lideranças sindicais aprenderem com os erros na condução da votação da reforma trabalhista e partir decididos para barrar esta reforma previdenciária, que antes de ser votada precisa ser discutida, exaustivamente, com toda a sociedade. Acreditamos que num regime democrático o debate é imperativo e tudo precisa ser feito às claras, sem correria e sem atropelos. Achamos até que este governo impopular tenha o direito de levantar a discussão sobre a reforma da Previdência, mas temos a plena convicção de que este governo, que é rejeitado pela esmagadora maioria da população, não reúne as mínimas condições de decidir sobre uma questão desta gravidade. O mais sensato seria iniciar a discussão e deixar a decisão sobre a reforma para o novo governo eleito em 2018 pela vontade popular. Pense nisso e tenha um bom dia. 

*Eusébio Pinto Neto – presidente da Fenepospetro

porn Porn